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20 de jun. de 2010

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Há sempre aquele momento em que queres, desesperadamente, alguém. Alguém que não queres conhecer, alguém que não queres que te conheça, alguém a quem só digas “Olá” no dia-a-dia, alguém que nem saiba que tu existas. Essa pessoa é sempre inatingível. Vais sonhar, vais fantasiar, vais sempre achar que sim, ou que não, ou que talvez. Um dia, cais em ti. Percebes que não há nada a fazer. Que não podes mexer numa ferida que está prestes a abrir. Porque é complicado, em demasiados aspectos.

29 de jul. de 2008

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Porque a vida nem sempre tem que fazer sentido...
...hoje morro, para ser Tua.

29 de mai. de 2008

- Hoje...

... eu amo o conhecido e o anónimo, o singularmente comum, o mais comum do essencial, o mais louco do desconhecido.

16 de nov. de 2007

- Cá de cima.


( Reflexão com significado especial, quando estava a passar a ponte 25 de Abril )

É tudo tão pequenino aqui de cima
As pessoas a passearem na cidade
E o sol a bater nas águas do rio.

A distância do sol aqui
É tão pequena quanto
A distância
Que une o teu coração ao meu,
E Lisboa ao Tejo.

Tão perto.
Um dia conseguirei ir de um lado ao outro
Num passeio
Como se de um simples jardim se tratasse.

Sim. É tudo tão pequenino cá de cima.

(C.S., 12-11-2007 )
~the girl with no name~

2 de nov. de 2007

- Antes Triste.. [Apatia]


Sou eu


tão


indefinidamente eu


perdida


na indefinição do


indefenido


universo meu.


Mas não sou


Apenas palavras escritas com a tinta desse poema que alguém fez.


Assim, antes que a ideia se suma:


antes estivesse eu triste


do que coisa nenhuma.

(C.S.)

(Esta Apatia que insiste em de vez em quando aparecer, mata-me. ando por aí, sem reacção a nada, até podia haver um atentado terrorista que eu ficava na mesma, a deambular a marinar no que acontece e não acontece. baah... o que vale é q depois passa, senão 'tava lixada, hein? lol)

~the girl with no name~

28 de out. de 2007

- Sem Sentido (ou então não)




Uma folha em branco e tanto para dizer. Será que desta vez vou conseguir?

A maioria de nós vive numa encenação que a vida nos preparou. Ou então a que nós fizemos da vida. Passa-se isto em especial na religião, onde tentamos encontrar respostas para coisas que simplesmente não têm explicação (e para quê isso?..). Mas e então? Às vezes não é preferível viver feliz na doce ilusão, neste tempo no fundo tão curto que passamos por Aqui? No mundo há mais mentira que verdade e esta última por vezes dói demasiado. Mas não falarei em factos nem verdades universais, porque essas penso não existirem mesmo.

Este é o primeiro texto lógico que escrevo há muito, muito tempo, talvez assim alguém me perceba – e oxalá que isso aconteça, pois nem eu me percebo a mim própria.

Tenho pena, pois as coisas sem lógica para mim são as que ganham mais sentido. talvez por isso eu própria não encontre algum sentido em mim... e talvez isso não seja motivo de choro, como tantas vezes foi, mas sim motivo de alegria, por razões que, essas sim, só eu entendo – e duvido que alguém as entenda como eu.

Pois sim, há coisas que fiz, faço e sei que sou capaz de fazer na minha vida que não estão politicamente correctas, quer dizer, que são vistas como erradas pelo espírito que a sociedade nos incute dia-a-dia. Mas gosto de ser assim – e ao menos Sou Alguma Coisa Que Sei Que Sou, e mesmo que seja má (má porque dizem que assim é, porque há conceitos de bom e mau...), Sou! E por isso há meio mundo que me adora... e meio mundo que me odeia!

Sou eu, sou tudo o que penso que sou, tudo o que penso que não sou, tudo o que quero ser e o que não quero ser nem nunca serei, sou feita daquilo que dizem de mim, daquilo que pensam, e da ideia que deixo passar. No fundo todos nós somos um nada, seres tão frágeis! Somos a imagem que nós próprios construímos e que a qualquer momento se pode desmoronar. Eu ainda não construí a minha e já me martirizei tanto por isso. Já pessoas que se podem considerar felizes me ouviram chorar e falar sobre o assunto. Novamente, em frases e divagações totalmente sem sentido, aquelas que não dizem nada mas dizem tudo quando se olha bem no fundo dos olhos das pessoas. Mas essa fase passou. Eu gosto de ser como sou hoje, se é que alguma coisa posso dizer que sou, tudo o que não sou amanhã e tudo o que não fui ontem. Nunca me tornarei entediante...

E no fundo, eu não sou nada, sou um ser tão sem sentido que não faz sentido nenhum fazer um texto (finalmente) com sentido a dizer que não me acho com sentido (LOL).


Por tudo isso e muito mais, que em frase ou palavra alguma caberá, com uma lágrima assim termino algo que nunca terá início nem fim, mas que finalmente teve lógica e finalmente ocupou mais uma das páginas, dessas de que é feita a minha Vida! Esta, tão repleta de liberdade, liberdade que não se deixa corromper nem condicionar por valores e principios que se dizem correctos apenas porque assim alguém o achou...

'They talk about me, about my life. I'm over it. I'm so much better.'


'I don't care if I'm loved or hated, as long as I'm remembered'



(li algures mas já não me lembro onde nem de quem era)


~the girl with no name~

12 de out. de 2007

Valores e Principios - Pensamento do Dia

...porque os ditos ‘valores e principios’ de que toda a gente tanto se gaba de ter, e que são estabelecidos segundo um modelo de perfeição (perfeição essa que nem existe), e completamente impingidos pela sociedade, são muitas vezes condicionantes à liberdade.

E sabe bem ser Livre...

A frase 'eu sou fiel aos meus princípios' já começa a mexer com o sistema, principalmente quando vem da boca de alguém que tem tudo menos princípios... e sobre esses já disse o que pensava
:P

~the girl with no name~

15 de set. de 2007

-Pensamento do Dia I


Odeio ter uma personalidade inconstante.
Odeio não saber com quem lido todos os dias - eu própria.
Odeio ser apenas mais uma alma no meio da escuridão - da minha própria escuridão.


É por isso que Adoro tanto esta vida.


Porque um dia alguém me disse 'ser feliz é ser como tu'. E eu, acreditei.


Novamente, nada disto faz sentido. E depois? Há coisas que não têem sentido. E pronto.


~the girl with no name~

Também, e melhor, aqui .

27 de ago. de 2007

-... :')

Um Video Especial (para mim) feito por uma pessoa ainda Mais Especial!... Não há palavras que agradeçam tal acto, tal perfeição... nem palavras que expressem a profunda emoção que eu sinto cada vez que revejo este vídeo...a vontade que me dá de chorar :')


Porque, um dia, alguém me disse: 'Ser feliz é ser como tu. tu simplesmente limitas-te a ser o q és. és uma querida, e vives a vida assim. metes a tua forma, a tua marca nas coisas q fazes, mas mais importante q isso, consegues por a tua marca nos que te rodeiam. consegues cativar e motivar qq um... como? n t sei explicar, é algo unico q tens... dps é o teu sorriso... é simplesmente contagiante. os teus lábios realçam a doçura q só tu sabes imprimir. já pra n falar nos teus ataques d riso e a forma como ris que simplesment apaixonam depois o teu olhar, a forma como pensas e ves as coisas, e a sinceridade com q o fazes e mm tendo algum lado 'negro', q todos os temos, procuras n o mostrar e possivelment nem sequer t lembrar dele para seres melhor... e mais, a humildade. a capacidade d reconheceres q és capaz d fazer algo melhor e a tua tristeza simples e sincera qd te magoam... ser feliz é ser como tu. seja a chorar, seja a brincar e a rir... ser feliz é ser assim. simples, e com tanto pra nos dar...'

~the girl with no name~

15 de ago. de 2007

-Flor Vermelha




Foi a flor que deixaste cair
A lágrima que me deixaste chorar.
Foi o adeus que me fizeste ouvir
E a promessa que me fizeste quebrar.
Foi a nossa casa que outrora ergueste
Na Primavera da lembrança.
Foi o nosso abrigo que destruiste
Dexando apenas o Inverno como esperança!...
Então eras tu que te desprendias
Com a vontade de querer
Era eu que me esvaía
Em lágrimas por te perder
Éramos nós, apenas nós, presos nos nós da paixão
E partiste.
Partiste.
Partiste.
Então eu te digo
Como tua eterna amante
Nada deitámos por terra
Neste mundo de nós tão distante.
Nada no meio dos beijos apaixonados
E dos abraços calorosos
Nada do sabor do que restou
Esse sabor eterno.
Uma flor vermelha no branco do Inverno.


Sabem que mais? O poço de todo e qualquer talento que eu tivesse...está a secar. :(

~the girl with no name~

Ps - já agora, passo a 'publicidade' ao blog O Conto. É um blog em que vários participantes vão dando continuidade a uma história. Mas para mais pormenores, se quiserem, acessem lá através do link que eu pus n'O Conto'. A minha parte da história vai ser a próxima a ser postada :) PARTICIPEM !!

29 de jul. de 2007

-Prosa Poética - ...jamais irá juntar... Part III



E eu que vou sonhando, vaga, tristemente e tu que estás aí, longe, distantemente, é o infinito que se aproxima, a cada segundo mais perto, é o doce adeus que vem, que acorda e te mantem desperto,é a calma que chega,que me embala,que te enleva,cai nas graças de um amor que o meu coração leva,é o suspiro que dás, cheio de saudade,fugaz magia,é ele que chega a mim e se transforma em perene melancolia,é de que venhas o desejo,a promessa o beijo,é então que ele se solta, triste doce e lentamente. vem até mim não te deixes soltar,o vento lá fora está forte,pronto a consigo tudo levar,a vida a alma e a morte,como uma flor de inverno que se deixa desprender,e uma leve brisa no ar que sentimos correr,é a luz na escuridão,que procuramos seguir,é o fim da solidão e o inicio do sorrir. (a nossa vida está para aluguer,e nada mais posso fazer,nada restou da menina que era,agora tornei-me numa mulher.) flores flores, ao som do vento num delicado dormir, no fundo somos duas pétalas de uma flor que nenhum sopro de brisa jamais irá unir.

(C.S.)


.Lady.

Ps - meus amigos, leitores ou whatever, vou ficar ausente por uns dias, BOAS FÉRIAS a todos :)

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Uma frase que me deixaram nos comentários e que eu adorei, está simplesmente genial, tem de vir para aqui =D :

'If being sane is thinking there's something wrong with being different...I'd rather be completely fucking mental'.

Great ;)

See you.

22 de jul. de 2007

-Ondas ...jamais irá juntar... - Part II




Já não tolero o tolerável nem suporto o suportável,vou fechar-me no casulo do que queria que tudo fosse mas que não é,do que queria que estivesse definido mas não está,no que queria que fosse um pouco menos forte,um pouco menos traição,um pouco mais verdadeiro,um pouco mais compreensível. Ja não percebo o percebível nem oiço o audível,não sinto o sentível porque talvez seja demasiado sentível pra mim. não admito,nãoo quero admitir. não quero saber, não o quero viver. falsas manobras é o que em tudo consiste,esse tudo que nos gabamos que temos ou que queremos ter e procuramos. falsas palavras é o que enche o vazio este espaço enormemente pequeno,e as pessoas, essas oh,mudam e voam com o tempo. é uma constante vadiagem,um andar não se sabe onde,uma bagagem esquecida ou infelizmente trazida. são palavras que fingem ser sentidas,um coração que finge chorar quando ja tudo é gelo,quando tudo há muito esfriou. Ondas ondas, vêem, vão, arrebatam, molham enchem esvaziam destroem limpam. ondas,são ondas,são elas,nada mais que isso. e nós somos duas meras gotas desse oceano que nenhuma Onda jamais irá juntar.

(C.S.)

Ao som de: 'A esfera' - Pedro Khima

Obs: Este texto combina bem com uma música q eu gosto muito, e é uma espécie de 'tema' deste blog: 'wave' (gal costa). Bonito :)

.Lady.

Ps - a partir de agora vou actualizar mais vezes o meu outro blog. Ultimamente ando com muita falta de inspiração e 'paciência' para escrever alguma coisa de jeito e tudo o que eu escrevi anteriormente irrita-me um bocado (é pena, porque tenho quilos e quilos de coisas escritas e não gosto de quase nada). Não sei porquê, vá-se lá entender. Pra quem quiser, www.ahotclick.blogspot.com (e leiam o primeiro texto que está na barra lateral do blog, é logo o primeiro,e é do interesse de muita gente =P ).

12 de jul. de 2007

-E Foi ...jamais irá juntar... - Part I


Foram tantas as noites que nos amámos,que nadámos um no outro. Que no dia seguinte acordavamos ofuscados pela luz leve e límpida que nos despertava da escuridão da ilusão em que vivíamos: e afinal não eramos já nada um ao outro. Caminhávamos em direcções tão diferentes que nos encontrámos fugaz e inevitavelmente. Foram tantos os segundos,os minutos,os instantes,momentos que partilhámos,que já nada tínhamos em comum nem a partilhar. Foi tanto o amor, o ódio,a paixão,o desejo. Que já nada tínhamos a amar nem odiar nem desejar juntos. Fomos o refúgio tão seguro de todos os nossos receios que nos tornámos no medo um do outro. Fomos tão amigos que nos tornámos inimigos. Fomos tão fiéis e tão leais. E no fim fomos tão cobardes. Quanto mais nos tínhamos menos pertencíamos um ao outro,e já nada de nós fazia parte,e tudo de nós fugia.
E foi tudo tão intenso,e foi tudo tão tudo que no fim apenas sobraram esses pedaços perdidos no tempo e espalhados na intensidade do nada que no fim nos rodeava. No fundo não passamos de meros pedaços de desejo que a paixão jamais irá juntar.

(C.S.)

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Um 'cadinho de publicidade,sim? On Fire... :)

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LC@

24 de jun. de 2007

-Não...sei.


Não quero que apareças,não quero esperar

Mas espero.

Não quero que te vás,também não quero desesperar

Mas desespero.

Não quero ter medo de te magoar

Mas tenho.

Não quero ter de o fazer

E não sei se terei mesmo.

Não quero que fiques,não quero que partas

Mas não sei o que quero querer.

Não quero amar-te assim,não agora

Mas não quero ir embora.

Não quero trair-te,enganar-te

Mas no fundo engano.

Não quero deixar-me arrastar

Não quero dizer que te amo.

Mas deixo-me.

Mas digo-o.

Não quero dizer-te que não o faço

Se em cada palavra me arrasto.

Não quero dizer que te vás

Porque não quero mesmo

Não quero dizer que fiques

Porque já nem o sei...

Não te quero dizer uma mentira

Que eu sei que é Verdade.

Não quero.

Não quero querer nem quero saber o que quero.
Porque enquanto não souber,não te magoo.

C.S.

.:Maybe I made you mine just to leave you once again:.

LC@

Ao som de: 'Simples Recorte' - David Ripado

20 de jun. de 2007

-A big girl doesn't cry



I’m a pretty girl in the morning,I can be a bitch in the afternoon. I may become so mean without any warning,and I’m always changing my mood. I’ll probably be a mother at night, I’m likely to be so chick at tea time. But I’m still holding on this fight Maybe waiting someday you'll come and be mine. I can rule, cause you know what? I’m a queen. And then you’ll think I’m a fool... Without any mean. Do u know what that means?

Sometimes I cry too... but 'its time to be a big girl now...and big girls dont cry' :)


LC@

16 de jun. de 2007

-Uma bagagem perdida...

Uma mala aberta para o futuro é tudo o que tenho,uma mala cheia de passado é o que trago. uma bagagem esquecida foi o que ficou no aeroporto da lembrança, agora está uma bagagem à minha espera no porto da esperança. vadio então pelo presente, que não tem lugar nesta viajem (des)encantada. não há bagagem para ele,talvez haja uma,mas não reclamada. amarrei-me ao coração e fiz tudo de novo. afinal ainda há aquela janela aberta para o nosso destino.....

De bilhete na mão, de coração a fervilhar, parto em direcção a essa janela que me levará até ao sonho que me trará de novo a realidade. Se fria e dura, se mansa ou cruel...? Não sei. Apenas o viverei quando ao meu destino chegar; quando por aquele porto sem sentido, mas carregado de sentimentos, me der de caras com o vazio da tua permanência ou com o preenchido sorriso da tua ausência... tenho o meu bilhete na mão. Onde estás? Vens também? Não sei; não te vejo...

Talvez vá,talvez não. não sei se hei-de ir: na verdade nem sei se o quero. não sei se hei-de embarcar nessa viajem que tanto consigo traz escondido. não sei se quero deixar aqui algo que tanto esperou por mim,alguém por quem tanto esperei. alguém que permaneceu sempre no meio do caos, alguém que foi sempre o Rei de um sítio por onde já passaram tantos pobres, tanto Amor, Desejo, Paixão. também tenho um bilhete na mão: o bilhete dos 'talvez' e dos 'não sei se'. a janela está aberta: atirar-me-ei? tu vais de avião,encontramo-nos nas nuvens...


Estou de partida. Talvez seja minha sina ser um eterno apaixonado p'las paixões. Talvez seja meu encanto trazer na mão os amores desencontrados... Talvez. Mas lá em cima, enquanto as nuvens me esconderem do resto do mundo, abrirei minha bagagem que julgas perdida só a ti. Desvendar-te-ei meus segredos e minhas paixões. Serás cúmplice de ti mesma, sendo cúmplice dos amores meus...


estás de partida. também eu. levarei então esta minha bagagem. tu levarás a tua. encontrar-nos-emos lá,então,no sítio sem nome,no tempo intemporal. lá serei minha própria cúmplice por ser um alguém perdido nesta viajem louca sem regras,apenas as que nós próprios ditamos,com quem partilharás a tua mercadoria,a que trazes... mas... porque vamos nós tão pesados? libertemo-nos. aqui começaremos uma nova jornada. aqui faremos novas malas. aqui ganharemos novas bagagens,tão vaziamente cheias de paixões medos emoções...



C.S.&nMAC - novamente um texto partilhado (acho que se percebem as partes escritas por cada um).

Há que ler nas entrelinhas..........



'Escrever faz-te tão bem'.......


LC@


Nota - Às vezes (muitas vezes) preciso de mudanças. Mudar. Quando não preciso delas, de facto, lido muito mal com elas... mas quando preciso,não suporto ver as coisas da mesma forma que sempre (um sempre que dura desde que as mudámos da última vez) foram. Estou numa fase da minha Vida,de mudança. Tudo muda,e muda muito e muito rápido, inclusivé Eu. Já não sinto que seja a mesma pessoa que outrora fui, sinto-me tão diferente. Sinto que de certa forma evolui. Como pessoa, como Amiga, como Aluna, como Filha, Neta... evolui. Chateia-me que sinta isto muitas vezes,pois às tantas deixa de ter piada esta evolução,mas desta vez é deveras diferente. Tenho crescido a uma velocidade descomunal. Às vezes olho pra trás e pergunto-me como alguma vez conseguir ser a pessoa que fui. Mas enfim. Sinto-me definitivamente outra pessoa e isso traduz-se em tudo o que faço. Até no que escrevo. Detesto os Poemas todos que escrevi até agora,ou a maioria deles,porque sinto que foram escritos por uma pessoa que não eu. Comecei a escrever uns textos que às vezes nem eu própria percebo,e por isso digo que há que ler nas entrelinhas. Não digo que tenha talento,que esteja vocacionada para tal,nem pouco mais ou menos (pois comecei mal,era péssima e ainda hoje tenho o belo do 13 a Português...),foi algo que fui aprendendo com o tempo, com muito esforço e muitos diários,muita leitura e muita escrita,e ainda assim sempre foi uma grande paixão. Escrever faz-me,como o nMAC diz, mesmo muito bem, e por vezes é a melhor forma que eu tenho pra me expressar,ainda que ninguém a entenda. Ou pense que entende mas não entende.

Anuncio a chegada de um novo blog :) Por ter o prazer e a honra de partilhar textos com o (para mim) grande escritor e sobretudo grande Amigo nMAC, resolvemos criar um espaço só nosso. Textos que ele escreve,textos que eu escrevo,mas principalmente textos que escrevemos os dois. É mesmo um prazer partilhá-lo contigo... :) O blog é Alcova de Perdição, quem quiser antes o link: http://www.alcovadeperdiacao.blogspot.com/, está na barra lateral deste blog e também podem chegar lá através do meu perfil e do dele.

Foi também ele que me ajudou (fez quase tudo,na verdade...eu só dei uns retoques,porque em HTML sou muito leiga) a arranjar este novo design (os templates do Blogger já enjoam e são todos muito decadentes para mim, por já se tornarem enjoativos e repetitivos). Que seria de mim sem ti? Amigo para a Vida ... :)

11 de jun. de 2007

-Poetas de um Sonho

Sento-me aqui, na ponta desta nuvem. Olho o céu em meu redor, vejo o horizonte e o que lá em baixo se divide por montes e rios. Estou onde só eu posso estar, entre o mar dos meus olhos e o fogo da minha alma. Espero por ti... Não sei bem onde estás, não entendo quem és. Daqui, deste lado do meu sonho, vejo-te distante e ao meu lado, pressinto-te nas estrelas que caem do céu...

No sol que brilha todos os dias, no vento que faz esvoaçar o meu cabelo solto. não,não sei porque estás aqui, nem como porquê ou onde. apenas sei que estás, como sempre estiveste e sempre estarás: tão distantemente perto,tão ausentemente presente,tão incrivelmente marcado em mim. afinal eu sempre serei tu, sou sempre tu,nos momentos em que voamos naquela magia,nos instantes que somos tão teatralmente um do outro, nos momentos em que fingimos pertencer-nos.

Volto a olhar o horizonte. Abro os braços aqui no alto, e sinto o vento passear-me pelo corpo. Esta paz que me trazes, este abraço que me devolves... E pergunto-me porquê. Porque és afinal tão incansávelmente aquilo que tantas vezes desminto seres? Porque és tão invariavelmente presente no meu pensamento...? Sinto-te. Sinto a tua mão entrelaçar-se na minha, sinto esse sopro que fazes no meu pescoço e me arrepia. Sinto o vento que te traz a mim, e que te me tira com o parar da brisa...

E a brisa pára mesmo. pára com o sopro,com o meu aproximar. pára como a respiração que se corta, tão cortante, tão cortante... como mil facas. e é então que desejo e necessito. é então que algo precisa ser concretizado. é então que é preciso que se crie um laço, um laço tão forte... que não esteja jamais à espera de ser "quebrado". e talvez não haja mesmo nada. talvez não reste mesmo nada que esteja à espera de ser chorado.

Afinal, de que resta chorar? Que interesse há em esperar? Somos apenas dois, tu e eu, perdidos no sono de um respirar. Poetas que não se encontram nas frases escritas, mas que anseiam p'lo agir e p'lo viver um do outro. Pelas pegadas que deixamos no chão; pelas mãos que estendemos um ao outro. Somos e seremos este sonho que agora escrevo. Agora, que vou caindo da ponta daquela nuvem, donde olhava o céu ao meu redor. Agora, que acordo deste sono que me prendeu a ti... e que deixou esta corda tecida entre nós, este laço que jamais nos separará. Este nó, que une o meu coração à tua alma...




C.S. & nMac


Uma tentativa de obra prima entre mim e uma pessoa muito Especial =]* As minhas partes estão escritas a cor-de-laranja,as partes dele a branco.

Transcrevi as minhas partes para aqui como eu as escrevi originalmente: sem pontuação quase nenhuma e sem letras grandes no início das frases. Estou farta de ver tudo escrito direitinho,preciso de ver algo diferente, ainda que esteja politicamente errado,quero lá saber... direitos de autora :)

LC@

4 de jun. de 2007

-Silêncio



O inesquecivel irrespirável O nó que dá na barriga O suspiro e o desejo de um dia De um dia poder vir a ser tua É isso mesmo,quando passas É isso mesmo,quando te vejo Quando os nossos olhares se cruzam No desejo patente de nos termos de nos amarmos No desejo de sermos um do outro de nadarmos infinitamente no mar das promessas perdidas,das juras esquecidas,das palavras ditas apagadas q apenas permanecem na memória dos sons dos instantes das imagens de ti de mim de nós do tudo e do nada, do nunca e do para sempre do sonho da fantasia de acordar no meio da estrada q nos vai levar ao horizonte desejado ambicionado sonhado pela nossa inocência. E as lágrimas choraram-se,na pedra fria caíram,mas os risos ouviram-se no eco da lembrança. Palavras, jurar-te e prometer-te, pedir-te, declarar-te, palavras palavras, palavras em vão! Silêncio.....as nossas bocas vão-se juntar e o mundo vai parar. Pedaços de silêncio,gritos de silêncio,deixa-o inundar-me...Silêncio... silêncio.

I made you mine just to leave you once again...

LC@

1 de jun. de 2007

-Podia...mas não consigo.


Podia escrever sobre a vontade de escrever
Podia escrever, escrever sem parar
Podia transcrever algo que outrora foi escrito
Por esse alguém que anseio ser, por esse alguém para quem existo.

Podia escrever sobre as palavras me saírem
Podia escrever sobre elas não quererem sair
Podia dizer muito, sem pronunciar um só som, nem tão pouco uma melodia
Na tentativa de conseguir fazer com que alguém sentisse toda esta magia.

Podia escrever um poema simples, ou um poema complicado
Podia escrever um romance sobre alguém que talvez tivesse amado
Podia descrever a beleza, a perfeição, a alegria
Enfim…Podia… podia!
(C.S.)


Há tanto que quero dizer,mas as palavras não me saem.... não saem mesmo.... Estou completamente bloqueada (já fiz este Poema há imenso tempo, aplica-se agora...) :(


LC@

14 de mai. de 2007

-E então, que restou?...

... e assim um ponto nos separa. Um ponto em frente ao horizonte onde em tempos nos encontrámos, nesta encruzilhada louca da vida, neste jogo sem regras, apenas as que nos impõem. E então fomos contra essas mesmas regras e então fomos aquilo a que têm a mania de chamar ‘felizes’. Por instantes encontrámos aquilo que tão incessantemente procuram, a chamada e tão aclamada ‘Felicidade’, que de ser tão esperada cansou-se e foi ao encontro deles, mas eles não deram por nada. E então começou, e então acabou. Mas então recomeçou e voltou a acabar. Porque então éramos crianças e não tínhamos medo de arriscar, de mergulhar – porque, então? Ainda não teríamos sofrido aquelas mazelas, ainda não teríamos o que temer. Porque então não deixámos que o Horizonte fosse o nosso limite, fomos até ele e mais além. E percorremos os horizontes de todos os Mundos, o que existe e os q dizem existir. E ainda aqueles que não existem. E então, que restou?

Meros pegadas na areia.

Mas então o Horizonte continuou lá... apenas deixaste que ele se tornasse no nosso limite.
Então aquele mar mansamente bravo continuou a beijar a areia, sem cessar, e essa, também ela, continuou a receber os beijos do mar. Esses sim, serão dois eternos amantes. Aquele fim de tarde parou no tempo.

E então?...

LC@

P.S. - denvaneios de uma cabeça que vai ganhando o sentido aos poucos, depois de ter passado dois dias e uma tarde praticamente a dormir eeheh =P