26 de abr. de 2011

o que foi, o que é
o que podia ter sido,
é a minha realidade.

estou (completamente)
perdida
num mar de incertezas,
das minhas incertezas.

insignificantes,
esmagam-me,
todos os dias, a todas as horas,
vagas,
porque não quero preenchê-las.

não fico, não vou,
não sei, não vivo.

tudo vai dar ao mesmo,
no final das coisas.

16 de abr. de 2011

Fui
Longe correr e morrer
ideias livres tão soltas em fusão
num embrulho envolvente
tão puro, tão intenso...
foi quase como uma coisa que
dói, mói, mas no fim sabe bem.

extensidade doida
vastidão esmagadora
peso parvo, não obstante, leve
na incerteza de ser tão certo.
escrevo agora, porque sim
porque posso, porque quero,
e porque não...

vou, porque morrer é nascer
numa outra realidade paralela
dimensão rica em presentes, futuros
e passados alternativos
como se tivesse significados igualmente
diferentes entre si.

o que foi, o que é,
o que podia ter sido,
nunca o foi porque não é.

Cláudia & Daniel