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6 de jan. de 2011

' "Filosofar é aprender a morrer."

Nestes últimos tempos tenho andado numa crise existencial... constantemente a colocar-me questões a mim própria às quais sei que nunca vou conseguir responder... deixei que a minha mente fosse por caminhos perigosos, daqueles que, uma vez que se entra, já não se consegue sair... (o mais irónico é que entrei por estes "caminhos" aos 15 anos, quando comecei a escrever aqueles poemas que nem todo o mundo entende na sua essência, mas enfim, eu sei que entendo, e depois dessa fase fartei-me de me questionar a mim mesma e entreguei-me completamente à trivialidade da vida e às coisas mais superficiais... agora deu-me para voltar)... não estou deprimida e já pensei em suicidio mas nunca em cometê-lo na realidade... porque amo demasiado a vida. o que é contraditório... desde os 15 anos que penso nestas coisas. fecho-me em copas, e simplesmente penso. muitas das vezes quero exprimir-me por palavras e não consigo. consegui expressar-me em alguns dos meus poemas, a partir daí parece que perdi "a coisa"... sei que só ando a pensar, e a pensar, e a pensar... no absurdo da vida. no absurdo completo que é a vida. de como tudo é completamente repetitivo, até a própria existência... ninguém é ninguém, todo o mundo é simplesmente cópia... eu não sou eu, eu sou uma cópia de alguém... provavelmente nunca serei ninguém... (e esta questão mais "filosófica" leva-me sempre sempre sempre a uma questão de índole mais prática, que é "eu não sei o que quero da vida")... de como tudo é completamente absurdo... parar para pensar de onde tudo veio e para onde tudo vai e, afinal, o que raio estamos aqui a fazer... dêem os argumentos que derem "estamos aqui para procriar", "estamos aqui porque deus nos criou" (e a questão da religião é outra que dá pano para mangas, mas para resumir a coisa, para mim é simplesmente uma forma que as pessoas encontraram para depositarem tudo o que de bom e mau acontece e até mesmo todas estas perguntas, num ser divino e superior, que "dita" o que está certo ao errado, no qual depositamos fé e esperança numa vida após a morte, enfim... uma fachada total), vai tudo dar ao mesmo... a um gigante e redondo PORQUÊ. o porquê de tudo existir, o porquê de tudo ter começado, se alguma vez começou (ninguém sabe, quando chegámos cá já tudo existia simplesmente), o porquê de tudo simplesmente ser, se tudo um dia vai simplesmente acabar... o tempo, atrofia-me... o tempo é uma questão que me confunde... a questão do ser humano ter sentido a necessidade de ter criado algo que cronometrasse o tempo, aliás, por ter criado a própria noção de tempo, por sentir necessidade de se orientar... orientar... regras, normas sociais, leis... sem elas, o que seríamos? verdadeiramente livres... verdadeiramente livres? nunca seríamos felizes assim... na verdade, a liberdade é uma completa falácia... viveríamos no completo caos e desordem... no fundo, temos tanta necessidade (pelo menos eu) de quebrar regras e de revoltar-se contra padrões e critérios universais do que é aceite ou reprovável, contra juízos de valor nos quais acabamos por cair nós mesmos inevitavelmente... mas a verdade é que sem tudo isso viveríamos num completo abismo, um buraco negro para o qual seríamos sugados, um caminho sem fim e sem retorno, o ciclo vicioso do sem-sentido... depois de pensar nisto, chego à conclusão de que não vale a pena... que pensar nestas coisas só por um dia me cansa tanto psicologicamente, ao ponto de me deixar exausta, quanto mais pensar uma semana, um mês, um ano, uma vida inteira!... e nunca chegar a uma solução... diz-se que o ser humano é racional e por isso terá mais vantagem sobre os outros animais, no entanto, não vejo a coisa dessa forma... quanto mais consciência e racionalidade temos, mais dúvidas colocamos, menos respostas obtemos, mais infelizes nos sentimos... há alturas em que penso mesmo, mais valia viver na ignorância e ser feliz... não aguentamos de tanto conhecimento, de querermos sempre conhecer mais porque achamos que nunca conhecemos o suficiente... e procuramos, mais e mais, mais e mais, e quanto mais procuramos, menos encontramos, a menos conclusões chegamos e mais dúvidas surgem... então chegamos à conclusão de que o melhor será mesmo aceitar o absurdo completo da simples existência e viver com isso... entregarmo-nos às trivialidades do dia-a-dia, ao trabalho, à faculdade, aos amigos, ao namorado/a, à série de televisão, ao facebook, aos blogs, à satisfação das nossas necessidades mais básicas, ao sexo e aos prazeres carnais e efémeros, ou às coisas que achamos belas e geniais na vida, como aquela música que nos toca em todos os aspectos e que somos capazes de ficar um fim-de-semana inteiro a ouvir, ou ir a um museu contemplar as mais belas obras de arte alguma vez feitas, ou viajar pelo menos uma vez por mês e conhecer pessoas e culturas diferentes da nossa... fazendo um esforço para nos esquecermos de que há e sempre vai haver aquela dúvida existencial, a maior dúvida de sempre, mas que, como nunca lhe vamos conseguir dar uma resposta, mais vale então habituarmo-nos... como quem diz deal with it, chegaste aqui, nasceste, vives, não te mates porque concerteza tens alguém que te ama no mundo e como ser altruísta que deves ser não deves ser egoísta ao ponto de tirares a tua própria vida e deixares alguém a sofrer por cá...  mas que tudo isso que vives não tem importância absolutamente nenhuma... sejas tu, anónimo, ou o Barak Obama, vai tudo dar ao mesmo... somos iguais por dentro, temos o sangue da mesma cor e, como seres humanos irremediavelmente condenados à trivialidade e efemeridade, não somos absolutamente nada senão a repetição de alguém... por isso, das duas uma, mata-te ou conforma-te, simplesmente, não há nenhuma outra saída...

não sei que se passa comigo... ando a ler Nietzche, ando extremamente existencialista e niilista... neste momento vivo no absoluto caos que é a minha mente.

e tudo isto começou pela coisa mais absurda de sempre... uma cadeira, na faculdade, que odeio, e que quando me sentei para estudar e quis bater com a cabeça nas paredes... quando recebi as notas e vi que tinha tido dois míseros 14's (eu sou exigente comigo própria e 14 é médio a mandar para o mau) depois de me ter esfalfado em 2 trabalhos... dei por mim a pensar... PORRA, esta merda não me faz feliz, provavelmente só me faz ganhar rugas e eu devo morrer jovem, porque é que eu estou a perder tempo com isto... isto não interessa para nada, no fundo, no background do que é a minha vida inteira, isto não interessa absolutamente nada... but then again, que remédio tenho eu senão fazer algo da vida nem que seja com o último propósito de sobreviver e ir sobrevivendo para acabar por morrer... que remédio tenho eu, com a crise que está e com toda a gente (sobretudo os meus pais) a mandarem-me esse facto à cara, senão trabalhar para um pequeno vislumbre de um futuro que se diz ser melhor... mas que na verdade vai ser uma merda, porque nunca tive um time off para pensar o que realmente queria da vida, e nem me podia dar a esse luxo... por vezes sinto que fui forçada a crescer demasiado rápido, ainda que tivesse sempre mantido o meu mundinho cor-de-rosa para salvaguardar a minha sanidade mental.

toda e qualquer motivação foi-se, vai-se, um pouco mais todos os dias, faço as coisas por obrigação, a pensar que sim senhora, adoro psicologia, mas que provavelmente não me vai levar a lado nenhum... vai levar-me onde? a tirar um curso, arranjar um emprego, dentro de um consultório ou de um escritório, onde vou estar todos os dias das 9h às 17h, para conseguir pagar as contas ao fim do mês, escrever uns quantos livros se tiver sorte e inspiração, constituir família, cuidar dos filhos, envelhecer, reformar-me, cuidar dos netos, e eventualmente (aliás, de certeza), morrer... é isso mesmo... "Há quem diga que a vida é como uma longa caminhada. Que grandes caminhos se percorrem começando por dar um pequeno passo. Que partimos de um princípio, e chegamos à felicidade, simbolizada pelo fim desse grande caminho. Eu acho que a vida é uma caminhada que vai sempre dar ao mesmo. Não é em frente, como na proposta que referi acima, mas sim para os lados. Podemos dar um, dois, três passos, ou os que forem, para a esquerda ou para a direita. Mas voltamos sempre ao mesmo. Voltamos sempre àquele ponto inicial, que coincide com o final. Onde o nascimento se cruza com a morte... no fundo, acabamos sempre onde começámos. Dermos os passos nas direcções que dermos. Acabamos sempre onde começámos e tudo o que fica pelo meio, é só isso... tudo o que fica pelo meio. Nada mais, nada menos." (daqui, por mim).

Sempre filosofei muito. Demais até. Até doer. Doer mesmo, doer na alma. Não sei se tive algum trauma de infância em relação à morte, se tive não me lembro, mas nunca consegui lidar bem com a mortalidade das pessoas e a finalidade das coisas em geral. Há momentos em que me sinto como uma criança que se confronta com a morte pela primeira vez. Ainda não tendo aceitado bem a questão da mortalidade, chegar à conclusão de que a morte/o fim é absolutamente inevitável a tudo o que vive, é dose demais para mim. "Filosofar é aprender a morrer". José Saramago.

4 de Janeiro de 2011 à noite... o meu avô paterno morreu. só soube agora. não o conhecia, still meu mundo inteiro ruiu. ainda mais. se estive quase o dia inteiro de hoje a chorar, foi por pressentimento, por presságio, de certeza, uma espécie de sexto sentido, e eu nem sou de acreditar nessas coisas, mas raras são as vezes em que acordo e me apetece simplesmente chorar, compulsivamente, chorar e chorar apenas. estou mais triste pelo meu pai. as forças esgotaram-se. estou tão angustiada que nem consigo chorar. não tenho mais lágrimas. Descansa em paz, Avô.

14 de fev. de 2008

- <3

Dormir junto do teu peito
Com o bater do teu coração
É dormir no paraíso.
Duvidas? Então chega-te aqui.
Mais perto.
Assim, pronto.

Deixa-me sussurar-te ao ouvido
Tudo o que realmente sinto
Deixa-me dizer-te que esse tudo
Passa por me sentir a unica pessoa no mundo
Que tem a sorte de te amar.
Que és o único que me consegue despir
De preconceitos, tabus, medos,
Preocupações
E que por momentos eu me sinto verdadeiramente
Verdadeira e única
Inigualável, e importante,
Igual a ninguém.
E orgulhosa por poder dizer que
Ninguém pode dizer que
Alguém sente o mesmo.

Por instantes nada mais importa,
E a minha vida apenas serve para pertencer-te.

Por momentos somos um só, e somos mais que o Mundo inteiro.

Por momentos, nós – e com tanta beleza, essa imaculada beleza que as coisas têm apenas por existirem.

Mas a minha divagação perdeu-se algures entre
Sussurar-te ao ouvido que ficaria assim para sempre
E as palavras deixarem-se guiar pelo prazer desse assim.
Então só me resta acabar ao dizer,
Que estas palavras?
Não são nada, absoluta e certamente nada,
Se as comparo à imensidão em que teu olhar me envolve.

C.S., 21-11-2007

SHINING*

Obrigada por este dia (14 Fevereiro 2008), obrigada por tudo mesmo, Gosto-te Amigo Colorido :D @

11 de set. de 2007

-Simplesmente sem palavras... :')

[eu nem tenho vergonha da foto, apesar de eu ter ficado patética, apenas demonstra um dos NOSSOS MOMENTOS... :)]

'Cláudia
Tenho saudades das nossas conversas. tenho saudades de refilar contigo. tenho saudades de te ouvir dizer que eu sou mesmo teimosa. tenho saudades de desabafar. tenho saudades de fazer-te imensas cócegas e tu implorares para que eu pare. tenho saudades de te ouvir dizer que detestas a tua barriga (lol) tenho saudades das lágrimas que já caíram, mesmo que estas não tenham sido essencialmente de alegria. tenho saudades das musicas que ouviamos e cantavamos naquele teu mp3 podre. tenho saudades das idas ao jardim da estrela. tenho saudades dos dias passados em minha casa. tenho saudades de quando chegavas cá e dizias que não estavas bem e que tinhas que mudar de roupa e lá ias exprimentar os meus tops todos. tenho saudades das nossas parvoíces, dos atrofios que até ficaram gravadas (video). tenho saudades dos nossos almoços, os de quando ainda estávamos na mesma escola. tenho saudades das nossas gargalhadas, bem contentes da vida por coisas mesmo parvas. tenho saudades das nossas super frases. tenho saudades de ficar horas a ler os teus textos completamente perfeitos e de depois te ouvir dizer "já sei que não gostaste", enquanto eu tinha adorado. tenho saudades de falarmos aos códigos supostamente para que ninguém percebesse (JP, etc). tenho saudades das tuas explicaçoes para os testes na esplanada do jardim da estrela, de perceber que estavas a esforçar-te por mim enquanto eu só pensava em quem não merecia. tenho saudades de olharmos uma para a outra e começarmos a rir que nem umas perdidas. tenho saudades de todos os momentos que já passamos. tenho saudades de te dizer que és e sempre serás a minha melhor amiga!Amo-te'

Fonte: o journal deste perfil http://www.hi5.com/friend/101078435--MARGARIDA--Profile-html


Alguém consegue ter noção, mas apenas uma noçãozinha, do que eu senti ao ler isto?


Não, ninguém...


E por isso, apenas para ti, MARGARIDA, a única coisa que me pode passar pela cabeça neste momento: AMO-TE. @

Ps - é mórbido estar a escrever um post destes, cheinho de carinho e amor, no dia 11 DE SETEMBRO... LoL

16 de jun. de 2007

-Uma bagagem perdida...

Uma mala aberta para o futuro é tudo o que tenho,uma mala cheia de passado é o que trago. uma bagagem esquecida foi o que ficou no aeroporto da lembrança, agora está uma bagagem à minha espera no porto da esperança. vadio então pelo presente, que não tem lugar nesta viajem (des)encantada. não há bagagem para ele,talvez haja uma,mas não reclamada. amarrei-me ao coração e fiz tudo de novo. afinal ainda há aquela janela aberta para o nosso destino.....

De bilhete na mão, de coração a fervilhar, parto em direcção a essa janela que me levará até ao sonho que me trará de novo a realidade. Se fria e dura, se mansa ou cruel...? Não sei. Apenas o viverei quando ao meu destino chegar; quando por aquele porto sem sentido, mas carregado de sentimentos, me der de caras com o vazio da tua permanência ou com o preenchido sorriso da tua ausência... tenho o meu bilhete na mão. Onde estás? Vens também? Não sei; não te vejo...

Talvez vá,talvez não. não sei se hei-de ir: na verdade nem sei se o quero. não sei se hei-de embarcar nessa viajem que tanto consigo traz escondido. não sei se quero deixar aqui algo que tanto esperou por mim,alguém por quem tanto esperei. alguém que permaneceu sempre no meio do caos, alguém que foi sempre o Rei de um sítio por onde já passaram tantos pobres, tanto Amor, Desejo, Paixão. também tenho um bilhete na mão: o bilhete dos 'talvez' e dos 'não sei se'. a janela está aberta: atirar-me-ei? tu vais de avião,encontramo-nos nas nuvens...


Estou de partida. Talvez seja minha sina ser um eterno apaixonado p'las paixões. Talvez seja meu encanto trazer na mão os amores desencontrados... Talvez. Mas lá em cima, enquanto as nuvens me esconderem do resto do mundo, abrirei minha bagagem que julgas perdida só a ti. Desvendar-te-ei meus segredos e minhas paixões. Serás cúmplice de ti mesma, sendo cúmplice dos amores meus...


estás de partida. também eu. levarei então esta minha bagagem. tu levarás a tua. encontrar-nos-emos lá,então,no sítio sem nome,no tempo intemporal. lá serei minha própria cúmplice por ser um alguém perdido nesta viajem louca sem regras,apenas as que nós próprios ditamos,com quem partilharás a tua mercadoria,a que trazes... mas... porque vamos nós tão pesados? libertemo-nos. aqui começaremos uma nova jornada. aqui faremos novas malas. aqui ganharemos novas bagagens,tão vaziamente cheias de paixões medos emoções...



C.S.&nMAC - novamente um texto partilhado (acho que se percebem as partes escritas por cada um).

Há que ler nas entrelinhas..........



'Escrever faz-te tão bem'.......


LC@


Nota - Às vezes (muitas vezes) preciso de mudanças. Mudar. Quando não preciso delas, de facto, lido muito mal com elas... mas quando preciso,não suporto ver as coisas da mesma forma que sempre (um sempre que dura desde que as mudámos da última vez) foram. Estou numa fase da minha Vida,de mudança. Tudo muda,e muda muito e muito rápido, inclusivé Eu. Já não sinto que seja a mesma pessoa que outrora fui, sinto-me tão diferente. Sinto que de certa forma evolui. Como pessoa, como Amiga, como Aluna, como Filha, Neta... evolui. Chateia-me que sinta isto muitas vezes,pois às tantas deixa de ter piada esta evolução,mas desta vez é deveras diferente. Tenho crescido a uma velocidade descomunal. Às vezes olho pra trás e pergunto-me como alguma vez conseguir ser a pessoa que fui. Mas enfim. Sinto-me definitivamente outra pessoa e isso traduz-se em tudo o que faço. Até no que escrevo. Detesto os Poemas todos que escrevi até agora,ou a maioria deles,porque sinto que foram escritos por uma pessoa que não eu. Comecei a escrever uns textos que às vezes nem eu própria percebo,e por isso digo que há que ler nas entrelinhas. Não digo que tenha talento,que esteja vocacionada para tal,nem pouco mais ou menos (pois comecei mal,era péssima e ainda hoje tenho o belo do 13 a Português...),foi algo que fui aprendendo com o tempo, com muito esforço e muitos diários,muita leitura e muita escrita,e ainda assim sempre foi uma grande paixão. Escrever faz-me,como o nMAC diz, mesmo muito bem, e por vezes é a melhor forma que eu tenho pra me expressar,ainda que ninguém a entenda. Ou pense que entende mas não entende.

Anuncio a chegada de um novo blog :) Por ter o prazer e a honra de partilhar textos com o (para mim) grande escritor e sobretudo grande Amigo nMAC, resolvemos criar um espaço só nosso. Textos que ele escreve,textos que eu escrevo,mas principalmente textos que escrevemos os dois. É mesmo um prazer partilhá-lo contigo... :) O blog é Alcova de Perdição, quem quiser antes o link: http://www.alcovadeperdiacao.blogspot.com/, está na barra lateral deste blog e também podem chegar lá através do meu perfil e do dele.

Foi também ele que me ajudou (fez quase tudo,na verdade...eu só dei uns retoques,porque em HTML sou muito leiga) a arranjar este novo design (os templates do Blogger já enjoam e são todos muito decadentes para mim, por já se tornarem enjoativos e repetitivos). Que seria de mim sem ti? Amigo para a Vida ... :)

11 de jun. de 2007

-Poetas de um Sonho

Sento-me aqui, na ponta desta nuvem. Olho o céu em meu redor, vejo o horizonte e o que lá em baixo se divide por montes e rios. Estou onde só eu posso estar, entre o mar dos meus olhos e o fogo da minha alma. Espero por ti... Não sei bem onde estás, não entendo quem és. Daqui, deste lado do meu sonho, vejo-te distante e ao meu lado, pressinto-te nas estrelas que caem do céu...

No sol que brilha todos os dias, no vento que faz esvoaçar o meu cabelo solto. não,não sei porque estás aqui, nem como porquê ou onde. apenas sei que estás, como sempre estiveste e sempre estarás: tão distantemente perto,tão ausentemente presente,tão incrivelmente marcado em mim. afinal eu sempre serei tu, sou sempre tu,nos momentos em que voamos naquela magia,nos instantes que somos tão teatralmente um do outro, nos momentos em que fingimos pertencer-nos.

Volto a olhar o horizonte. Abro os braços aqui no alto, e sinto o vento passear-me pelo corpo. Esta paz que me trazes, este abraço que me devolves... E pergunto-me porquê. Porque és afinal tão incansávelmente aquilo que tantas vezes desminto seres? Porque és tão invariavelmente presente no meu pensamento...? Sinto-te. Sinto a tua mão entrelaçar-se na minha, sinto esse sopro que fazes no meu pescoço e me arrepia. Sinto o vento que te traz a mim, e que te me tira com o parar da brisa...

E a brisa pára mesmo. pára com o sopro,com o meu aproximar. pára como a respiração que se corta, tão cortante, tão cortante... como mil facas. e é então que desejo e necessito. é então que algo precisa ser concretizado. é então que é preciso que se crie um laço, um laço tão forte... que não esteja jamais à espera de ser "quebrado". e talvez não haja mesmo nada. talvez não reste mesmo nada que esteja à espera de ser chorado.

Afinal, de que resta chorar? Que interesse há em esperar? Somos apenas dois, tu e eu, perdidos no sono de um respirar. Poetas que não se encontram nas frases escritas, mas que anseiam p'lo agir e p'lo viver um do outro. Pelas pegadas que deixamos no chão; pelas mãos que estendemos um ao outro. Somos e seremos este sonho que agora escrevo. Agora, que vou caindo da ponta daquela nuvem, donde olhava o céu ao meu redor. Agora, que acordo deste sono que me prendeu a ti... e que deixou esta corda tecida entre nós, este laço que jamais nos separará. Este nó, que une o meu coração à tua alma...




C.S. & nMac


Uma tentativa de obra prima entre mim e uma pessoa muito Especial =]* As minhas partes estão escritas a cor-de-laranja,as partes dele a branco.

Transcrevi as minhas partes para aqui como eu as escrevi originalmente: sem pontuação quase nenhuma e sem letras grandes no início das frases. Estou farta de ver tudo escrito direitinho,preciso de ver algo diferente, ainda que esteja politicamente errado,quero lá saber... direitos de autora :)

LC@

27 de abr. de 2007

Simplesmente... uma Amizade para SEMPRE.

Não resisti em pôr isto aqui, eu costumo fazer este tipo de coisas no meu outro blog, www.aquitensamigos.blogspot.com, e não aqui, mas desta vez não resisti... DERRETI completamente com o post desta menina, derreti de emoção na primeira parte e derreti de riso na segunda...

ADORO-TEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE BU SUPERHIPERMEGAGIGAULTRADELIRIOUDELICIOUSESTRABULHADAEGRANITIFICADAMENTE
ÚNICA (não tentem perceber isto,pq já é uma sorte se ela perceber eheheh).

Simplesmente, faço das tuas minhas palavras, Bu... e nem há mais nada a dizer.

Ou seja, tudo isto pra recomendar vivamente o post

Ihihihihi =P

LC@

15 de mar. de 2007

"A Noite Passada" cantada Esta Noite =)




A noite passada acordei com o teu beijo
Descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
Vinhas numa barca que não vi passar
Corri pela margem até à beira do mar
Até que te vi num castelo de areia
Cantavas "sou gaivota e fui sereia"
Ri-me de ti "então porque não voas?"
E então tu olhaste
Depois sorriste
Abriste a janela e voaste



A noite passada fui passear no mar
A viola irmã cuidou de me arrastar
Chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
Olhei para baixo dormias lá no fundo
Faltou-me o pé, senti que me afundava
Por entre as algas teu cabelo boiava
A lua cheia escureceu nas águas
E então falámos
E então dissemos
Aqui vivemos muitos anos


A noite passada um paredão ruiu
Pela fresta aberta o meu peito fugiu
Estavas do outro lado a tricotar janelas
Vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
Cheguei-me a ti disse baixinho "olá"
Toquei-te no ombro e a marca ficou lá
O sol inteiro caiu entre os montes
E então olhaste
Depois sorriste
Disseste "ainda bem que voltaste".


Sérgio Godinho


A Noite Passada... foi esse o tema da primeira vez que cantei em publico... neste caso, Esta Noite! =P (nota: não gosto da musica original, mas nós adaptámo-la e ficou muito melhor).


Muito Nervosismo, muitas aperaltices ("ai o meu cabelo", "ai o meu top").... Muitas loucuras nos ensaios... Muitas desafinações, histerias, desesperos e medos... especialmente muitos medos. Dominava-nos a excitação desta primeira experiência para quase todas...


Agora sei como é estar no palco, com as luzes todas em direcção a nós, umas 90 pessoas a olhar para nós e um microfone super receptivo ao que quer que fosse que saisse da nossa boca... ao minimo ruido. Sei como me senti no momento e sei que todas elas passaram pelo mesmo. Quanto a isso, posso dizer que é uma situação tão estranha como inesperadamente agradável...


Mas correu tudo bem!! O concerto correu lindamente, e saiu-se tudo muito bem... muito melhor que nos ensaios. Damos sempre melhor o nosso proprio melhor quando estamos em frente de uma plateia, e não apenas do stôr...


Enfim, fomos e somos umas Divas. (só havia um ou dois rapazes... mas também eram uns "divos" xD).

Conclusão da História: somos os "novos cantores" ...aqueles que tiveram coragem para se inscrever... aqueles que acham ter algum futuro nesta linda e maravilhosa e tão saborosa área... a música, neste caso,o canto... Somos os "novos cantores" (n gosto mt desta expressão, mas enfim) do Musicentro das OSJ... ;)


E aquilo que nós tanto receávamos (a tão temida audição), agora tornou-se num anseio, em algo que nós definitivamente queremos repetir. Porque soube bem, por 3 ou 4 minutos, sentirmo-nos As Rainhas.


Resumindo, como eu costumo dizer: "FOI LINDOOOOOOOOO" !! =D


C.S. @


P.S. - foram feitos vários videos, tanto dos ensaios como do próprio "concerto" (eles chamam-lhe audição,ms eu n gosto dessa palavra, nunca gostei, n sei pq), mas a qualidade de som era muito, muito má. E ninguém iria querer ouvir uma coisa como eu a cantar... as colunas explodiam na hora.. eheh. Por isso,deixo-vos só aqui umas fotos, com todos os artistas, os cantores e cantoras, os musicos e os professores, que tanto nos ajudaram nesta "batalha" inicial e a quem ficaremos eternamente gratos (sim,porque cantar num pequeno auditorio em frente a montes de pessoas não é tão fácil quanto parece e é uma "batalha" para algumas pessoas).