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11 de nov. de 2009

' 3 Anos


e esta janela continuará sempre aberta.

*3 ANOS BLOG JANELA ABERTA*

12 de nov. de 2008

'


2 ANOS de existência deste blog :)

e pra 'comemorar', fica aqui um poema fantástico que alguém (não sei quem) me deixou em comentário (como resposta a este poema):


Olho-te sem te dizer nada o meu olhar
e a fuga é tua
e a fuga é minha
e essa triste indecisão é nossa!

Abre a porta, sai, respira e volta
e traz contigo teu verso e tua prosa
dos meus romances desejosos de ti
quando por ti minha alma roga.

Olha em nós o outro lado da palavra
e beija-me e abraça-me e diz
tudo o que preciso for para eu ser feliz...
e a tua alma,
e a minha alma.

Amor é feito lágrimas e sonhos
e a rotina é-nos o único mal enfadonho
sendo mesmo o deserto desses nossos oásis.

Desejo-te ver quando o meu olhar te olhar
e deles tudo nos explicar
dessas nada outras parasitas palavras,
sendo de amor, mudas de mágoas.

Perfeito :) @

12 de nov. de 2007

-Parabéns...

...a este blog! Não só por completar hoje um ano, mas também por ter chegado (e até ultrapassado um pouquinho) às 10 mil visitas!
Um blog, mais um dos tantos, que começou por ser apenas um sítio na net que ninguém conhecia, ninguém comentava, apenas um sítio onde eu vinha de semana a semana (lol como as coisas mudam), um sítio ao qual eu não dava importância nenhuma... estava para ali e pronto... e eu mal sabia o que era um blog (se eu for a ver o arquivo de Novembro de 2006 até me passo, fiz aquelas coisas já há um ano, e parece-me que foram ontem, e hoje acho-as tão más e tão ridículas lol mas não vou apagá-las porque fazem parte do meu passado e é um grande erro tentar apagá-lo)...

mas enfim, depois de passar por '500 nomes, 500 links e 500 looks (templates)', este blog hoje reflecte o que de mais pessoal eu tenho (não confundir com vida pessoal LOL): a minha mente, o meu pensamento, as minhas reflexões, a minha vontade de as escrever (porque sempre tive, desde que me lembro, esta vontade insaciável de escrever tudo o que me passa pela cabeça, ainda que nem sempre e muitas vezes não consiga), uma faceta que não mostro tão facilmente no dia-a-dia, com amigos ou conhecidos, ou melhor, consigo mostrá-la, mas geralmente não me preocupo mto com isso (ou seja, quando tou com as pessoas é pra estar numa boa, mas se quiserem ter uma conversa séria, então também é comigo, adoro lol).

enfim, é o espelho da minha alma e uma Janela Aberta a Todos os que tropeçarem neste espaço por aí, entre os milhões de blogs que há na net... apenas mais um, mas que faz diferença, porque todos fazem.


obrigada a todas as pessoas que o visitam e/ou comentam, afinal são os leitores que fazem os blogs :)

~the girl with no name~
Ps. aproveito para dizer que muitas das coisas que escrevo podem parecer estranhas, feias, sem sentido... mas o que me importa a mim mais que nunca é sempre passar uma mensagem :)

14 de jun. de 2007

-Ensaio Sobre a Cegueira



Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, é um livro que nos faz ver e, muito mais do que isso, nos faz temer a própria humanidade frente a uma situação de caos. A partir de uma súbita e inexplicável epidemia de cegueira, Saramago nos guia para a desorganização e a superação dos valores mais básicos da sociedade, transformando os seus personagens em animais egoístas na sua luta pela sobrevivência. O livro já começa duro e assustador. No segundo parágrafo deparamo-nos com o grito de uma personagem: 'Estou cego'. E a maneira como Saramago escreve, com poucos pontos, muitas vírgulas e discurso corrente, faz com que os acontecimentos passem pela mente do leitor com uma velocidade incrível: vão-se cegando vários personagens sem que possamos dar uma pausa para respirar. E quando finalmente resolvemos parar, percebemos que o autor não deu nome à cidade, não datou os acontecimentos e manteve os seus personagens anónimos, conhecidos apenas como 'a mulher do médico', 'o homem da venda preta', 'a rapariga dos óculos escuros' ou 'o cão das lágrimas'. Deixando este relato tão aberto à imaginação do leitor, é impossível não temermos uma verdadeira epidemia, imaginarmos como agiriam as autoridades numa situação como essa, como o medo faria vir à tona os instintos mais escondidos dos homens. No entanto, entre tantos cegos presos em um manicómio por ordem governamental, existe uma mulher que ainda consegue ver. É a esposa do médico, que faz lembrar outra personagem de Saramago: Blimunda, de Memorial do Convento. Blimunda tinha a capacidade de ver o interior das pessoas, mas nem por isso sentia-se afortunada, pois algumas vezes tinha que ver aquilo que não queria. Da mesma maneira, a mulher do médico é a única que pode ver as belas e horrorosas imagens descritas pelo autor, seja o lindo banho de chuva das mulheres na varanda ou os cachorros que devoram o cadáver de um homem na rua. Ela não sabe se é abençoada ou amaldiçoada por poder enxergar em uma terra de cegos. Da mesma forma, o velho da venda preta (apesar de antes da cegueira enxergar apenas com um dos olhos) relata o que acontece do lado de fora do manicómio, através das notícias do rádio e do que via quando ainda estava do lado de fora. É ele que abre os olhos do leitor para a realidade do mundo, o caos que se pode instalar a qualquer momento, as atitudes impensadas de quem está no poder tentando isolar o problema ao invés de estudá-lo. Regras são quebradas, pois ninguém mais vê quem está agindo errado; os mais fortes abusam do poder; e o instinto de sobrevivência vai tomando conta dos homens. Ao final de Ensaio sobre a Cegueira, o leitor está encantado com a literatura de Saramago e assustado com a dúvida que o autor nos coloca indiretamente: É assim que os homens verdadeiramente são? É preciso cegarem-se todos para que vejamos a essência de cada um? 'Se podes olhar,vê. Se podes ver,repara'.


Um dos melhores livros que já li,recomendo vivamente a toda a gente... é um livro muito fácil de ler,o estilo de escrita dele é viciante,e tem defenitivamente uma mão cheia de lições a retirar... é mesmo daqueles livros que uma pessoa fica a pensar no assunto,mesmo alguns dias depois de o ter acabado ;)




LC@

P.S. - só agora reparei que já cheguei e ultrapassei ligeiramente as 5000 visitas (desde que pus o contador no blog,que sinceramente já não me lembro quando foi)! Queria só agradecer a todos os visitantes assíduos,os que eu sei que o são e os que não sei... é para vocês que escrevo neste blog e graças a vocês que o tenho continuado (quantas vezes já me apeteceu acabar com ele...). =D Parabéns Blog ;)

20 de mai. de 2007

-Os Maias

(Carlos Eduardo da Maia e Maria Eduarda - o primeiro beijo)

Tudo começa no primeiro capítulo, quando se descreve a casa – “O Ramalhete”- Lisboa, mas que nada tem de fresco ou de campestre. O nome vem-lhe de um painel de azulejos com um ramo de girassóis, colocado onde deveria estar a pedra de armas.
Afonso da Maia casou-se com Maria Eduarda Runa e do seu casamento resultou apenas um filho - Pedro da Maia. Pedro da Maia, que teve um educação tipicamente romântica, era muito ligado à mãe e após a sua morte ficou inconsolável, tendo só recuperado quando conheceu uma mulher chamada Maria Monforte, com quem casou, apesar de Afonso não concordar. Deste casamento resultaram dois filhos: Carlos Eduardo e Maria Eduarda. Algum tempo depois, Maria Monforte apaixona-se por Tancredo (um italiano que Pedro fere acidentalemente e acolhe em sua casa) e foge com ele para Itália, levando consigo a filha, Maria Eduarda. Quando sabe disto, Pedro, destroçado, vai com Carlos para casa de Afonso, onde comete suicídio. Carlos fica na casa do avô, onde é educado à inglesa (tal como Afonso gostaria que Pedro tivesse sido criado).
Passam-se alguns anos e Carlos torna-se médico - abre um consultório. Mais tarde conhece uma mulher no Hotel Central num jantar organizado por Ega (seu amigo de infância) em homenagem a Cohen. Essa mulher vem mais tarde saber chamar-se Maria Eduarda. Os dois apaixonam-se. Carlos crê que a sua irmã morreu. Maria Eduarda crê que apenas teve uma irmãzinha que morreu em Londres. Os dois namoram em segredo. Carlos acaba depois por descobrir que Maria lhe mentiu sobre o seu passado (que não é casada) – podiam ter-se zangado definitivamente. Porém, acabam por fazer as pazes e manter a relação incestuosa (*) involuntária. Guimarães vai falar com João de Ega, e dá-lhe uma caixa que diz ser para Carlos ou para a sua irmã Maria Eduarda. Aí Ega descobre tudo, conta a Vilaça (procurador da família Maia) e este acaba por contar a Carlos o incesto (*) involuntário que anda a cometer. Carlos, mesmo sabendo que a mulher que ama é sua irmã, não deixa de a desejar, uma vez que não basta que lhe digam que ela é sua irmã para que ele como tal a considere. Afonso, seu avô, morre de desgosto. Com isto, Maria parte para Paris e Carlos realiza uma viagem pelo Mundo com o seu amigo Ega.

(Pedro da Maia e Maria Monforte, pais de Carlos Eduardo e Maria Eduarda, na lua-de-mel)

(*) - Incesto - relações sexuais entre pessoas da mesma família

Um 'calhamaço' de 716 páginas, e um sacrifício enorme para começar a lê-lo..... só de olhar para ele... dava-me logo a preguiça... as loooongas descrições do Eça de Queiroz, pequenos detalhes que pareciam não ter importância... mas lá me vi 'obrigada' a lê-lo... a 1ª página, a 2ª, a 3ª... o 1º capítulo e até ao capítulo 4 ou 5... a partir daí ficou mesmo mesmo mesmo entusiasmante... foram horas e horas a ler, aulas e aulas (sim, nas aulas q eram mais seca..LOL)... tempos livres e tempos livres... mas aquelas descrições... descrições do espaço e do tempo, das pessoas (tentar imaginar como as coisas eram no séc. XIX, as críticas sociais que o autor faz, as personagens, as intrigas, os presságios, o Romantismo! A autêntica novela que este Romance é... (aliás, a Globo fez uma novela - vídeos). Simplesmente L.I.N.D.O. 716 páginas Apaixonantes e prontas para serem lidas de novo... e de novo... e de novo =D

Há tanto, tanto para dizer sobre este Romance... mas apenas deixo aqui a minha viva recomendação... não se vão arrepender ! ;)

Os Maias - Eça de Queiroz

Simplesmente um dos melhores livros de SEMPRE.

LC@

25 de abr. de 2007

-O dia dos meus 17 Aninhos

WARNING: este post está mesmo muito longo, mas também tem muitas fotos (eu bem queria pô-las todas, mas não dá, são tantas! LOL) ;)

Acho que nunca dei tanta importância a um aniversário meu. Até aos 13 anos, nem me lembro de me importar com isso, só comecei a gostar mesmo de festas quando me fizeram uma festa surpresa no meu 14º aniversário. A partir daí, 15, 16, 17, sempre a bombar. Mas este foi sem dúvida o melhor de todos.


(eu com a boina da 'nha' Bu Estrelicante)

E assim foi, um dos melhores aniversários da minha Vida (nem quero imaginar como será quando fizer 18 ANOS), simplesmente porque tive a ideia e oportunidade de passar a noite com alguns dos meus melhores amigos (houve uns que infelizmente não puderam ir), e isso pra mim é ESTRELICADAMENTE IMPORTANTE (não tentem perceber isto LOOL).


(eu e a 'nha' Bu Estrelicante)

Confesso que ao inicio nem pensei em nada. Desde o inicio do mês q pensava q 'estava quase', mas só 3 ou 4 dias antes é que me lembrei de fazer algo, um jantar ou assim. E assim foi, reuni um número considerável de pessoas e arranjei mesa num restaurante em tempo record (foi um feito notável, já que nesta época MUITAS PESSOAS FAZEM ANOS, está tudo sobrelotado, e não esquecer que o dia a seguir era um feriado nacional).

(Inês Miguéns e Bu)

(Inês Miguéns e Mafalda)

('Rudolfa' e metade da Inês)

(metade da Pata, a Rosinha e metade da Claudxinhah LOL)

Pena que durante o dia tive aulas. Mas até foi bom ir à escola nesse dia, houve imensa gente que se lembrou e que me deu os Parabéns... pra mim, a melhor parte disso tudo foi mesmo a T2 toda à minha volta a cantar-me os Parabéns!


(parte da melhor turma de sempre, T2, que foi ao jantar =) )

Vim pra casa à tarde, com a ideia de 'dormir para aguentar acordada à noite', mas qual dormir qual quê, quem conseguia dormir naquela excitação? Nem eu. Vim para a Net, fiquei mesmo contente ao ver que imensa gente se lembrou! O telemóvel não parava, SMSs, telefonemas! Mails! Comments no Hi5 e aqui no Blog! OK, eu sei que dei imenso 'estrilho' que fazia anos, mas mesmo assim foi o aniversário mais lembrado, porque nos outros anos eu dava o mesmo estrilho! Pessoas com quem eu já não falava e já nem via há que tempos lembraram-se! Fiquei mesmo muito contente ao perceber que imensa gente se lembrou e teve a preocupação de me dizer algo.


A tarde demorou uma eternidade a passar, entre ver TV mas não conseguir parar de fazer zapping, estar na Net, falar com a minha mãe e estar na brincadeira com ela (também ela é, mais do que minha Mãe, uma das minhas melhores amigas), tentar dormir, escolher a roupa q já tinha escolhido 594598400 vezes, etc...


A tão esperada noite chegou. Fui ter com o meu Maninho que tava todo catita (eheheh), o meu pai levou-nos a Lisboa, fomos buscar o Francisco e a Maria, seguimos p as Docas, encontrámos o Henrique e o Nuno pelo caminho, fomos p o restaurante, eu como sou sempre uma atrasada do pior, já estava lá imensa gente à minha espera (ups LOL), era tanta gente (o que me passou pla cabeça pra convidar aquela quantidade industrial d pessoas?) que eu já não sabia a quantas andava, e algumas pessoas fizeram algo que eu pedi para não fazerem: levaram prendas e prendinhas e flores e florzinhas, mas enfim (LOL). Fotos pra aqui, fotos pra ali, atrofios inesquecíveis e inimagináveis pelas pessoas ditas normais, esponjas de sangria, o jantar que demorou umas 2 horas a chegar, os Parabéns cantados pelo restaurante todo e eu só me apetecia esconde de vergonha (LOL), problemas nas contas que acabaram por ser resolvidos, NIGHT.


(a Loloxinhah e a Claudia debaixo da mesa... shh n digam a ninguém)

( as esponjas de sangria, eu não, só tou ali pa foto xD )

(a klaudxinhah, eu, a Inex e a Mafas)

Night. Shots chamados 'viagra' e depois 'orgasmo' e depois mais uns quantos para depois irmos para o banco do jardim atrofiar porque os bares estavam todos a abarrotar e porque era muita gente e não nos entendíamos para onde queriamos ir. Supostamente era a minha festa e eu é que tinha de escolher para onde íamos, mas eu já estava mais pra lá do que pra cá, os shots já me tinham subido ao cérebro, ainda bem que não fiz mais nada senão não saía dali viva (eu tenho noção que este meu relato vai estragar a minha reputação de menina certinha e responsável que eu ainda tenho perante muitas pessoas, mas uma pessoa de vez em quando tem de pular a cerca). A cena do banco do jardim foi simples e completamente louca, porque num banco que dava para 3 ou 4 pessoas, estávamos uns 8 todos ao molhe a cantar, a gritar e a difamar... (e se formos a ver bem, eu era a mais lúcida deles todos).

(alguns de nós no banco do jardim)

(alguns de nós no banco do jardim II)

(eu em cima deles no banco do jardim a ter um ataque de riso LOLOL)

Enfim, as pessoas foram bazando mas eu tinha a noite por minha conta, por isso sobrámos apenas 4 pessoas, fomos para Santos e ficámos lá até aquilo fechar. Foi novamente até à loucura só que o Marretas não tinha plataforma para nós irmos dançar lá pra cima (oh meu Deus o nosso estado).

Bem, só sei que adormeci no carro a caminho de casa, isto depois de não conseguir andar em linha recta até ao dito carro, não porque estava bêbada, porque estava apenas alegre, mas porque estava MUITO CANSADA e acontece sempre isto sempre que saio de um bar/discoteca cá para fora (diferença de ambientes). Subir os 4 andares do meu prédio que não tem elevador foi um suplício, mas quando cheguei a casa ainda tive de ir pôr as flores num jarro de água para elas não murcharem.

E aqui estou eu, com 17 anos e 15 horas e 56 minutos, ainda com uma réstia de ressaca ;)

O Importante é que passei um dia de aniversário muito bom, o dia em si porque dei-me conta que afinal sempre há gente que se lembra de mim, que se lembrou e se preocupou... e tenho sorte por ter amigos como os que tenho, sinto-me sortuda por os ter como Amigos, porque são eles também que estão lá quando mais preciso e não apenas quando é pra ir para a Rambóia como foi ontem =P A noite nem se fala, essa então foi brutal.



P.S. - este post está mesmo mau, mas isto hoje tá mt cansado e aliás só saí da cama pra vir pôr aqui que me deu imenso trabalho;) LOL
O texto está fraquito, mas penso q as fotos falam por si, especialmente para quem teve lá e sabe como foi =P


LC@

21 de mar. de 2007

Dia Mundial do Poeta

Ser Poeta é..
Ver algo de mágico
Em tudo o que o rodeia
E deixar cair essa magia no papel
Em forma de tinta
É viver, sonhar e sentir profundamente
E escrevê-lo igualmente
É ver algo de maravilhoso
Nas coisas mais simples
E gritá-lo ao mundo…


Fazer Poesia é...
Brincar com o tempo
Brincar com o sentimento
Com a emoção do momento
Tudo começa apenas com uma palavra
E para que rimar?
É só começar…
E deixar-se levar.
Ouvir, simplesmente
A voz do coração
Sentir a inspiração
Dar asas à imaginação!

CS
Há uma lágrima em cada Poema

Há uma lágrima em cada poema
Um sentimento despejado envolto neste tema
Um soluço, um suspiro, a inspiração para este lema...
Uma presença divina, uma força suprema

Há uma história de amor em cada canção
Onde tudo é desenhado com infinita emoção
Onde os sonhos nos levam ao intimo do coração
Onde tudo é vivido com tanta dedicação

Há uma doce criança em cada um de nós
Uma escondida confiança, silenciosa, só…

CS

Dia da Poesia são todos os dias...pois todos os dias sentimos, rimos, choramos, pensamos... todos os dias amamos. Todos os dias somos os maiores poetas das nossas vidas. Mas este dia não podia deixar de ser salientado e merecer um post especial... porque "ser Poeta é voar mais alto", é voar como uma Borboleta, pousando aqui e ali numa ou outra flor.


Hoje começa também a Primavera... finalmente!! Boa Primavera para todos!! ;)

CS

15 de mar. de 2007

"A Noite Passada" cantada Esta Noite =)




A noite passada acordei com o teu beijo
Descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
Vinhas numa barca que não vi passar
Corri pela margem até à beira do mar
Até que te vi num castelo de areia
Cantavas "sou gaivota e fui sereia"
Ri-me de ti "então porque não voas?"
E então tu olhaste
Depois sorriste
Abriste a janela e voaste



A noite passada fui passear no mar
A viola irmã cuidou de me arrastar
Chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
Olhei para baixo dormias lá no fundo
Faltou-me o pé, senti que me afundava
Por entre as algas teu cabelo boiava
A lua cheia escureceu nas águas
E então falámos
E então dissemos
Aqui vivemos muitos anos


A noite passada um paredão ruiu
Pela fresta aberta o meu peito fugiu
Estavas do outro lado a tricotar janelas
Vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
Cheguei-me a ti disse baixinho "olá"
Toquei-te no ombro e a marca ficou lá
O sol inteiro caiu entre os montes
E então olhaste
Depois sorriste
Disseste "ainda bem que voltaste".


Sérgio Godinho


A Noite Passada... foi esse o tema da primeira vez que cantei em publico... neste caso, Esta Noite! =P (nota: não gosto da musica original, mas nós adaptámo-la e ficou muito melhor).


Muito Nervosismo, muitas aperaltices ("ai o meu cabelo", "ai o meu top").... Muitas loucuras nos ensaios... Muitas desafinações, histerias, desesperos e medos... especialmente muitos medos. Dominava-nos a excitação desta primeira experiência para quase todas...


Agora sei como é estar no palco, com as luzes todas em direcção a nós, umas 90 pessoas a olhar para nós e um microfone super receptivo ao que quer que fosse que saisse da nossa boca... ao minimo ruido. Sei como me senti no momento e sei que todas elas passaram pelo mesmo. Quanto a isso, posso dizer que é uma situação tão estranha como inesperadamente agradável...


Mas correu tudo bem!! O concerto correu lindamente, e saiu-se tudo muito bem... muito melhor que nos ensaios. Damos sempre melhor o nosso proprio melhor quando estamos em frente de uma plateia, e não apenas do stôr...


Enfim, fomos e somos umas Divas. (só havia um ou dois rapazes... mas também eram uns "divos" xD).

Conclusão da História: somos os "novos cantores" ...aqueles que tiveram coragem para se inscrever... aqueles que acham ter algum futuro nesta linda e maravilhosa e tão saborosa área... a música, neste caso,o canto... Somos os "novos cantores" (n gosto mt desta expressão, mas enfim) do Musicentro das OSJ... ;)


E aquilo que nós tanto receávamos (a tão temida audição), agora tornou-se num anseio, em algo que nós definitivamente queremos repetir. Porque soube bem, por 3 ou 4 minutos, sentirmo-nos As Rainhas.


Resumindo, como eu costumo dizer: "FOI LINDOOOOOOOOO" !! =D


C.S. @


P.S. - foram feitos vários videos, tanto dos ensaios como do próprio "concerto" (eles chamam-lhe audição,ms eu n gosto dessa palavra, nunca gostei, n sei pq), mas a qualidade de som era muito, muito má. E ninguém iria querer ouvir uma coisa como eu a cantar... as colunas explodiam na hora.. eheh. Por isso,deixo-vos só aqui umas fotos, com todos os artistas, os cantores e cantoras, os musicos e os professores, que tanto nos ajudaram nesta "batalha" inicial e a quem ficaremos eternamente gratos (sim,porque cantar num pequeno auditorio em frente a montes de pessoas não é tão fácil quanto parece e é uma "batalha" para algumas pessoas).

14 de jan. de 2007

Sonho


Tudo começou num sonho, porque tudo assim começa.
Ou então num momento em que estava na barreira que separa estes dois estados físicos e psicológicos: estar acordado e estar a dormir. Sonhei que estava morta e que saía do meu próprio corpo; via-me a dormir; conseguia falar para mim mesma como se fosse outra pessoa, outro corpo, outro espírito, outra alma no meio da escuridão. Talvez porque dormir seja morrer vivo, naquela noite eu permaneci viva fisicamente, mas há muito que a minha mente estava no outro mundo, no transcendente. Nesse mundo, que nos transcende e que não conseguimos alcançar no estado desperto. Acordei (ou será que devo dizer “voltei à vida”?), por momentos, e tive a estranha mas, ao mesmo tempo, agradável sensação de já ter podido estar fora do meu corpo e falar comigo como um espírito separado de mim; e, no entanto, eu sabia que estava ali deitada e imóvel, como todas as outras noites, no mesmo sítio, na mesma posição, a ouvir a tal voz: a minha voz.

Abri os olhos, vi um pequeno foco de luz vindo da janela. Era a luz do luar? A luz da noite? A luz da própria escuridão? Ou uma luz que eu própria inventei para poder vê-la quando voltasse a mim? Fechei os olhos e pensei que tinha de voltar a adormecer rapidamente. E assim caí num sono profundo, tão profundo e escuro como os fundos de um Oceano, ou até mesmo tão profundo como o espaço que há entre as estrelas numa noite de céu limpo, talvez uma noite como aquela. Aquela que eu nunca esquecerei.

Lembro-me de ter a sensação de poder viajar no espaço, no tempo e na minha própria mente, mesmo sabendo que não me conseguia mover e estava sempre no mesmo sítio, a dormir. Talvez estivesse no plano que existe a seguir àquele em que nós vivemos, mas sabia disso. E senti-o.

Lembro-me de tudo e, de repente, tal como todos os sonhos são, esqueci-me de tudo.

C.S.