o que foi, o que é
o que podia ter sido,
é a minha realidade.
estou (completamente)
perdida
num mar de incertezas,
das minhas incertezas.
insignificantes,
esmagam-me,
todos os dias, a todas as horas,
vagas,
porque não quero preenchê-las.
não fico, não vou,
não sei, não vivo.
tudo vai dar ao mesmo,
no final das coisas.
26 de abr. de 2011
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terça-feira, abril 26, 2011
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Marcadores: Janelas Eternamente Abertas, Mim
16 de abr. de 2011
Fui
Longe correr e morrer
ideias livres tão soltas em fusão
num embrulho envolvente
tão puro, tão intenso...
foi quase como uma coisa que
dói, mói, mas no fim sabe bem.
extensidade doida
vastidão esmagadora
peso parvo, não obstante, leve
na incerteza de ser tão certo.
escrevo agora, porque sim
porque posso, porque quero,
e porque não...
vou, porque morrer é nascer
numa outra realidade paralela
dimensão rica em presentes, futuros
e passados alternativos
como se tivesse significados igualmente
diferentes entre si.
o que foi, o que é,
o que podia ter sido,
nunca o foi porque não é.
Cláudia & Daniel
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sábado, abril 16, 2011
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Marcadores: Janelas Eternamente Abertas
20 de fev. de 2011
Random.
Esmagador
Ensurdecedor
Este silêncio absoluto
E o absurdo
Desta banal e repetida
Existência
Corrói, como ácido,
Todo e qualquer equilíbro.
Caminho em direcção ao
Caos.
E a desordem total
Apodera-se de mim.
Gosto de sentir a liberdade
Em estado puro. Mas
É demasiada e dói. Queima.
Quero um pouco menos.
Um pouco menos de tudo.
Um pouco menos de nada.
Um pouco menos disto.
Estou condenada à trivialidade
Da minha própria mente
Como um corredor da morte
Que acaba num completo acaso
Na completa falta de sentido.
Neste quarto existem
Buracos negros
Vazios que doem.
Silêncios que gritam.
Lacunas por preencher.
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domingo, fevereiro 20, 2011
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Marcadores: Janelas Eternamente Abertas, Mim
6 de jan. de 2011
' "Filosofar é aprender a morrer."
Sempre filosofei muito. Demais até. Até doer. Doer mesmo, doer na alma. Não sei se tive algum trauma de infância em relação à morte, se tive não me lembro, mas nunca consegui lidar bem com a mortalidade das pessoas e a finalidade das coisas em geral. Há momentos em que me sinto como uma criança que se confronta com a morte pela primeira vez. Ainda não tendo aceitado bem a questão da mortalidade, chegar à conclusão de que a morte/o fim é absolutamente inevitável a tudo o que vive, é dose demais para mim. "Filosofar é aprender a morrer". José Saramago.
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quinta-feira, janeiro 06, 2011
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Marcadores: Janelas Eternamente Abertas, Special People
' One step at a time...
Há quem diga que a vida é como uma longa caminhada. Que grandes caminhos se percorrem começando por dar um pequeno passo. Que partimos de um princípio, e chegamos à felicidade, simbolizada pelo fim desse grande caminho.
Eu acho que a vida é uma caminhada que vai sempre dar ao mesmo. Não é em frente, como na proposta que referi acima, mas sim para os lados. Podemos dar um, dois, três passos, ou os que forem, para a esquerda ou para a direita. Mas voltamos sempre ao mesmo. Voltamos sempre àquele ponto inicial, que coincide com o final. Onde o nascimento se cruza com a morte... no fundo, acabamos sempre onde começámos. Dermos os passos nas direcções que dermos. Acabamos sempre onde começámos e tudo o que fica pelo meio, é só isso... tudo o que fica pelo meio. Nada mais, nada menos.
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Marcadores: Janelas Eternamente Abertas
31 de dez. de 2010
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sexta-feira, dezembro 31, 2010
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29 de dez. de 2010
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14 de dez. de 2010
[Untitled]
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26 de out. de 2010
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Marcadores: Janelas Eternamente Abertas
12 de jul. de 2010
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Marcadores: UMA JANELA ABERTA - livro.
7 de jul. de 2010
Sempre fui pouco confrontadora. Achava que era um defeito, que me deixava pisar, rebaixar, deixar os outros levar a melhor. Com o tempo, aprendi que ser pouco confrontadora permitia-me uma maior paz interior. Ao que não dou importância, não confronto, ao que me é indiferente, não confronto. As atitudes alheias que nunca confrontei, deixaram de me incomodar. Deixei de ter a necessidade de confrontar os outros por achar que era o que devia fazer, mas não conseguir e viver numa insatisfação interior permanente. Deixei de ter necessidade de me confrontar comigo mesma por não conseguir confrontar os outros. O que me incomodava, deixou de incomodar, e encontrei uma paz maior. Afinal, as más atitudes ficam em quem as tem, não em quem as recebe ou para quem elas são dirigidas.
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quarta-feira, julho 07, 2010
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Marcadores: Confissões, Janelas Eternamente Abertas, Mim
5 de jul. de 2010
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Marcadores: Janelas Eternamente Abertas, Mim
20 de jun. de 2010
'
Há sempre aquele momento em que queres, desesperadamente, alguém. Alguém que não queres conhecer, alguém que não queres que te conheça, alguém a quem só digas “Olá” no dia-a-dia, alguém que nem saiba que tu existas. Essa pessoa é sempre inatingível. Vais sonhar, vais fantasiar, vais sempre achar que sim, ou que não, ou que talvez. Um dia, cais em ti. Percebes que não há nada a fazer. Que não podes mexer numa ferida que está prestes a abrir. Porque é complicado, em demasiados aspectos.
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domingo, junho 20, 2010
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Marcadores: Mim, Pensamentos, UMA JANELA ABERTA - livro.
30 de abr. de 2010
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Marcadores: Janelas Eternamente Abertas, Mim, UMA JANELA ABERTA - livro.
28 de abr. de 2010
' Déjeuner du Matin.
Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec le petite cuillère
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s'est levé
Il a mis
Son chapeau sur sa tete
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu'il pleuvait
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et moi, j'ai pris
Ma tete dans ma main
Et j'ai pleuré
Jacques Prevert
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quarta-feira, abril 28, 2010
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Marcadores: Such A Beautiful Thing...
24 de abr. de 2010
' Hoje sopro 20 velinhas - a minha reflexão em relação ao assunto.
A partir de agora, sei que tenho de medir muito melhor as minhas acções. Sei que as responsabilidades aumentaram. Sei que já não vou ouvir tanto “deixa lá, quando tinha a tua idade também fazia isso, é normal”. Já não tenho o pretexto da “idade da parvoíce” para fazer parvoíces. Se fosse mãe agora, já nem seria mãe adolescente. Agora, já não tenho mais desculpa para muitas coisas. Já não tenho desculpa para, por exemplo, ainda não saber o que quero fazer na vida. E a verdade é que não sei. Estou a tirar um curso só porque sim, só porque gosto, sem quaisquer perspectivas do que quero fazer realmente no futuro.
Todos os anos (desde os 14, acho eu), festejei o meu aniversário, porque sempre amei fazer anos. O meu signo ascendente em Leão e o meu lado egocêntrico adorava ser o centro das atenções nem que fosse durante um dia por ano. Este ano, estou muito mais low-profile. Não estou nem um pouquinho feliz por fazer 20 anos, porque não os queria fazer. Nem sequer fiz contagem decrescente para o meu dia de anos, como fiz todos os anos passados (que criancice, eu sei, eu sei!). Por isso ao início nem sequer queria festejar, mas depois pensei melhor e resolvi fazer uma festa pequena, íntima, informal, apenas com os amigos mais próximos, e aproveitar para fazer a festa de inauguração aqui de casa (que estava à espera para fazê-la desde o ano passado..lol). Para mim, a festa é mais de inauguração do que de anos. Não quero mesmo festejar o facto de fazer 20 anos porque, para mim, não é felicidade nenhuma.
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sábado, abril 24, 2010
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Marcadores: Mim
21 de mar. de 2010
Porque hoje é o Dia Mundial da Poesia
- Álvaro de Campos, 15-1-1928
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domingo, março 21, 2010
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Marcadores: Confissões, Por mim...
24 de fev. de 2010
amo onde a estrada começa
paupérrimo, percorro a vida à espera de esmola.
os transeuntes passam como se de um simples obstáculo me tratasse.
sou ninguém, desespero por não o fazer, morro por viver: o que estupidamente tem lógica, mas nem sempre começo por perceber...
a ausência de ter vontade para ir, avançar, apenas por não querer ficar.
preguiço, o sangue evapora-se sozinho apenas porque quer fugir. desaparecer.
assim se cria uma neblina bem encarnada, de forma crua, ao som silencioso do crepúsculo.
os cães ladram e a caravana passa, como uma corrupção mental e metafórica como se não houvesse instinto banal
só porque sim.
é então que fria e seca a brisa da ausência de instinto torna o ar mais rarefeito e duro de respirar.
como um cavalo de tróia por executar a função suja e porca de uma rasteira cruel,
porque pode fazê-lo.
e morre, assim, na praia, traiçoeiro e solitário, o cavalo de tróia que habitava minh'alma vazia e impassível de vir vez alguma a ser preenchida.
Daniel Freire
22-02-2010
Aula de Percepção, Atenção e Memória.
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
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18 de fev. de 2010
' Poema X
Há sempre qualquer coisa neste ar que respiras,
Um sabor envolvente de uma textura suave,
A seda, talvez.
Um som delicioso, um odor carinhoso,
Uma luz ensurdecedora.
Há sempre um desejo e uma vontade desenfreada
De te dizer, de te contar
As flores que vi pelo caminho.
A forma como o sol me iluminou,
A forma como o vento me fez esvoaçar os cabelos...
Ontem. Hoje. Amanhã.
Há sempre esta vontade imensa de te abraçar,
Este desejo imenso que me beijes, meu amor,
Esta vontade infinita.
Quero-te agora, hoje e para sempre,
Como te quis ontem e nem o sabia.
Quero-te mais que a vida,
E quero que a vida tenha o teu sabor a sal,
A liberdade dos teus braços,
A doçura dos teus olhos.
Quero que a vida saiba pela vida...
Como tu, meu amor, como tu.
CS
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quinta-feira, fevereiro 18, 2010
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Marcadores: Janelas Eternamente Abertas
11 de nov. de 2009
' 3 Anos
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quarta-feira, novembro 11, 2009
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Marcadores: Funny Stuff, Inesquecivel, Janelas Eternamente Abertas







