30 de abr de 2010

Fosse eu noite, fosse eu dia
Fosse eu morte, fosse eu vida.
Fosse eu fogo, fosse eu vento.
Fosse eu tudo, fosse eu nada.
Atravessa minha ânsia,
Paisagem, retrato dos traços do teu rosto.
Morre em mim e amanhã
Amanhece-me de novo.
Porque o teu sorriso é como aquele antigo
Sol de inverno.
E o cheiro dos teus pulsos lembra-me
O romper de uma primavera
Jovem e promissora.
Sim, afoga-te em mim, esta noite,
Renasce no meu oceano, longe mas perto,
Desembarca na ilha do sempre e do para sempre, despe-me
Ensina-me e dá-me vontade de beber da vida.
Porque nua estou aqui, nesta praia, sem nada mais em que
Querer crer
Sem ser no ruído ensurdecedor do mar
E no silêncio do céu,
E na paz da brisa fresca.
Estou aqui, paixão,
Espero por ti todos os dias olhando sempre o mesmo azul
Espero que me venhas dar a beber da vida
Espero que venhas, me olhes e habites a solidão da minha alma
Sim, todos os dias te aguardo.
A tua vinda,
A paz que me tiras,
O fogo que me trazes.
Vem e toma-me como tua,
Como tua sempre fui,
E morre em mim.
Por fim, ensina-me a dizer-te adeus,
Ensina-me a deixar-te partir.
Ensina-me a morrer, meu amor,
Ensina-me a saber morrer, meu amor,
Ensina-me a saber morrer em ti.

CS
30-04-2010

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6 comentários:

Rainbow disse...

ADOREI! :)
Muito lindo :P

Vera disse...

Lindo, lindo, lindo
Já estou por cá. Volto sempre.

A Gordinha disse...

Claudjinha, gostei dos teus blogs, você além de linda é delicada.

Maggie disse...

Está genial! =O

beijinho*

Patife disse...

O Patife achou catita.

Cristine Lima disse...

Muito lindo e muito intenso! Quero convidar você para ver meu blog
www.almadasestacoesestacoesdaalma.blogspot.com
Comentários são bem-vindos,
Abraço,