Tudo começou num sonho, porque tudo assim começa.
Ou então num momento em que estava na barreira que separa estes dois estados físicos e psicológicos: estar acordado e estar a dormir. Sonhei que estava morta e que saía do meu próprio corpo; via-me a dormir; conseguia falar para mim mesma como se fosse outra pessoa, outro corpo, outro espírito, outra alma no meio da escuridão. Talvez porque dormir seja morrer vivo, naquela noite eu permaneci viva fisicamente, mas há muito que a minha mente estava no outro mundo, no transcendente. Nesse mundo, que nos transcende e que não conseguimos alcançar no estado desperto. Acordei (ou será que devo dizer “voltei à vida”?), por momentos, e tive a estranha mas, ao mesmo tempo, agradável sensação de já ter podido estar fora do meu corpo e falar comigo como um espírito separado de mim; e, no entanto, eu sabia que estava ali deitada e imóvel, como todas as outras noites, no mesmo sítio, na mesma posição, a ouvir a tal voz: a minha voz.
Abri os olhos, vi um pequeno foco de luz vindo da janela. Era a luz do luar? A luz da noite? A luz da própria escuridão? Ou uma luz que eu própria inventei para poder vê-la quando voltasse a mim? Fechei os olhos e pensei que tinha de voltar a adormecer rapidamente. E assim caí num sono profundo, tão profundo e escuro como os fundos de um Oceano, ou até mesmo tão profundo como o espaço que há entre as estrelas numa noite de céu limpo, talvez uma noite como aquela. Aquela que eu nunca esquecerei.
Lembro-me de ter a sensação de poder viajar no espaço, no tempo e na minha própria mente, mesmo sabendo que não me conseguia mover e estava sempre no mesmo sítio, a dormir. Talvez estivesse no plano que existe a seguir àquele em que nós vivemos, mas sabia disso. E senti-o.
Lembro-me de tudo e, de repente, tal como todos os sonhos são, esqueci-me de tudo.
C.S.
14 de jan. de 2007
Sonho
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domingo, janeiro 14, 2007
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11 de jan. de 2007
Flores
Frescas e airosas
Vivas, perfumadas
Nas suas inocentes danças
Flores são como sonhos
Nas suas tão variadas cores
Despertam os sentidos
Despertam os amores
Flores são como desejos
Que se dissipam no tempo
Flores dão-nos beijos
Que duram apenas um momento
Flores azuis e amarelas
Simples, mas coloridas
Todas elas tão belas
Trazem amor às nossas vidas!
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quinta-feira, janeiro 11, 2007
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4 de jan. de 2007
Tempo
O tempo passa a brincar....
Como uma criança a crescer.
A alma cresce ao vislumbrar...
Algo que outrora viu nascer.
E assim tudo nasce ao anteceder...
Uma vida que vai viver.
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quinta-feira, janeiro 04, 2007
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21 de dez. de 2006
Numa hora transtornada
Dou por mim no meio do nada
E à frente só tenho estrada
Quando me confronto com uma fada
“Vai por este caminho!
Vai sempre em frente
Não tenhas medo de ir sozinha
Nem de seguir por um caminho diferente”
Olho então para a frente
O que tenho para caminhar
O que será que me espera?
O que será que vou encontrar?
Quando o Sol nasce
Quando a Lua brilha
Onde quer que esteja
A esperança me ilumina
Neste caminho que é a Vida
Onde tudo é inesperado
Onde tudo é tão delicioso
Onde tudo deve ser saboreado
Assim me levo ao sabor do vento
Andar só por andar
Quando chegar ao Horizonte
Com a minha fada me hei-de encontrar
E ela há-de me dizer
“Gostaste da viagem?
Gostas do real Horizonte?”
E eu direi “sim…”
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quinta-feira, dezembro 21, 2006
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Perfeição
A vida é simples como tudo
É simples como respirar
Simples como pensar
Simples como a luz do dia
A vida é amor
Amor é puro
É puro como o teu toque
Puro como o brilho dos teus olhos
Puro como a textura da tua pele
A paixão é inocente
Inocente como o teu olhar
Inocente como a essência dos teus actos
A preciosidade dos teus gestos teus pensamentos, os teus sentimentos
TU
Tu és Perfeito
És a Perfeição
Perfeito como a Natureza
Perfeito como a Luminosidade das Cores
Dos Brilhos, dos Sentidos
Sim,
Tu,
A Vida,
A Paixão,
A Perfeição,
E Eu…
C.S.
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quinta-feira, dezembro 21, 2006
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21 de nov. de 2006
Dare to Love!
What would you do?
Would you laugh?
Would you cry?
Would you pray?
Would you fight?
Would you jump
And follow the signs
Would you dare to Love
For the very last time?
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terça-feira, novembro 21, 2006
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20 de nov. de 2006
Há uma lágrima em cada Poema
Um sentimento despejado envolto neste tema
Um soluço, um suspiro, a inspiração para este lema...
Uma presença divina, uma força suprema
Há uma história de amor em cada canção
Onde tudo é desenhado com infinita emoção
Onde os sonhos nos levam ao intimo do coração
Onde tudo é vivido com tanta dedicação
Há uma doce criança em cada um de nós
Uma escondida confiança, silenciosa, só…
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segunda-feira, novembro 20, 2006
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13 de nov. de 2006
Deixar morrer em mim
Ou então deixar as janelas da minha alma fecharem-se para a realidade e abrirem-se para o mundo dos sonhos. E então afogar-me naquilo que realmente julgo ser uma realidade, mas é só um sonho, e estou então numa dimensão em que sei que posso embarcar nesta ilusão... e não mais pensar “desaparece”, e poder olhar no mar dos teus olhos, na imensidão que me abraça quando estás a meu lado. E então já não vou precisar de deixar morrer em mim a vontade de mergulhar... mergulhar.
C.S.
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segunda-feira, novembro 13, 2006
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My walls
My walls are full…
My walls surround me…
Around my wonder…
My walls are huge…
My walls are tall…
Yes, they are so beautiful…
Yes, they tell me all…
They tell me secrets…
And they keep my secrets!...
They see my tears…
They listen to my screams…
They heard it all…
They see it all…
They speak without speaking…
By keeping me from falling…
My walls…
You’re my everything…
My heaven, my refugee…
Whenever I may need…
The end and the start…
At the same time…
The infinite!...
The unreachable…
The peak…
The unbreakable…
My seek…
The untouchable…
The supreme…
C.S.
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Emoções
É como me sinto
Já mal me consigo encontrar
No meio deste labirinto
Emoções tão diferentes
Emoções tão iguais
Uma mistura de sentimentos
Não dá para entender mais!
Ao remar contra a corrente
Sempre, constantemente
Lá vou eu conquistando os meus sonhos
Na esperança de conseguir ser diferente
Aqui, ali
Uma hora, um lugar
Será que vale a pena
Por algo tanto lutar?
As pessoas vão passando
Ao longo do tempo
E a sua marca vão deixando
Umas menos, outras mais
Mas sempre de alguma maneira
Tão forte, tão especial
Nunca ninguém e igual
Nesta passagem tão rotineira
A nossa breve passagem
Por este mundo
Todos temos um destino
Um traçado profundo
Um novo caminho escolhido
No pensamento sofrido
Um passado vivido
Um amor esquecido
Pessoas, acontecimentos
Memorias para nunca esquecer
Só resta esperar
Pelo que vai acontecer…
Porque um segundo só das nossas vidas podem mudá-las inconsequentemente para sempre... ou então só para o sempre do nosso presente.
C.S.
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12 de nov. de 2006
Ondas do mar
(foto tirada por mim na Ericeira)
Tão bem que flúis
Majestosamente abris caminho
Por entre estas águas azuis
Ondas tão fortes, tão vivas
Tão brancas
Como se atreveis a desbravar
A pesada solidão deste imenso mar?
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A criança dentro de nós
Olhar nos olhos
Chegar ao fundo da alma
Encontrar, talvez, uma calma
Chegar ao fundo do espírito
Encontrar a única verdade do mundo
Tudo através de um simples olhar
Simplesmente profundo
É descobrir a criança
Dona de uns olhos tão puros
Encontrar uma confiança
Frutos de actos inocentes
Porque assim o é, naturalmente
Chegarmos ao nosso Eu verdadeiro
Conquistar tudo apenas com a vontade
De quem anseia decifrar a realidade
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